Marco A. de Morais

Marco A. de Morais
Violão (Classical Guitar)

Marco A. de Morais Violonista - Guitari


Formou-se em violão e teoria musical pelo conservatório brasileiro de música no Rio de Janeiro. No ano seguinte ingressou na Escola de Música da UFRJ, cursando o bacharelado em violão sob a supervisão de Turíbio Santos. Recebeu orientação de ilustres professores do cenário musical brasileiro como o musicólogo Antonio Jardim, Sara Cohen e Sonia Maria Vieira. Transferiu-se para São Paulo e ingressou no Instituto de Artes da UNESP, sob a orientação de Gisela Nogueira. Foi aluno de regência coral do Maestro Samuel Kerr. Sua formação violonística conta com a colaboração de grandes violonistas e professores como Turíbio Santos, Carlos Barbosa-Lima, Jodacil Damaceno, Everton Gloeden, Gisela Nogueira e Leo Soares.

He graduated in guitar and music theory at the Brazilian Conservatory of Music in Rio de Janeiro. The following year he joined the School of Music of UFRJ, studying a BA in guitar under the supervision of Turíbio Santos. Received guidance from distinguished professors of Brazilian music scene as the musicologist Antonio Jardim, Sara Cohen and Sonia Maria Vieira. He moved to Sao Paulo and joined the Art Institute of UNESP, under the direction of Gisela Nogueira. He was a student in choral conducting from Maestro Samuel Kerr. His classical guitar training relies on the collaboration of great guitarists and teachers such as Turíbio Santos, Carlos Barbosa-Lima, Jodacil Damaceno, Everton Gloeden, Gisela Nogueira and Leo Soares.

Recital de Violão - Guitar Recital

Recital de Violão - Guitar Recital
Série Metodista de recitais

quinta-feira, 27 de maio de 2010

... A música de selvagens cativos e marujos...



A discussão sobre a criação de uma arte genuinamente brasileira, com raízes e frutos autenticamente nacionais teve seu acme com a semana de arte moderna, em 1922, onde era duramente criticado qualquer vínculo com a chamada “cultura tradicional” hegemonicamente européia.
Apesar de todos os esforços, dentre os quais, Villa-Lobos foi, talvez, o mais eficiente em seus objetivos nacionalistas, a arte, a cultura brasileira, assim como o povo, a face étnico-social, é híbrida, e talvez não seja um exagero dizer, em seu DNA. Somos, culturalmente, um produto rico em manifestações espontâneas, rurais ou urbanas, efêmeras ou eternas, mas com uma característica singular, que não pode ser traduzida, senão com os próprios meios com que é produzida sua dinâmica estética, que se manifesta como tradição:

Tens, ás vezes, o fogo soberano
Do amor: encerras na cadência, acesa
Em que requebros e encantos de impureza,
Todo o feitiço do pecado humano.

Mas sobre essa volúpia, erra a tristeza
Dos desertos, das matas e do oceano:
Bárbara poraçé, banzo africano,
E soluços de trova portuguesa.

És samba e jongo, chiba e fado, cujos
Acordes são desejos e orfandades
De selvagens, cativos e marujos:

E em nostalgias e paixões consistes.
Lasciva dor, beijo de três saudades,
Flor amorosa de três raças tristes.

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (1865 – 1918)

O soneto de Olavo Bilac traduz de maneira lírica as origens da música brasileira, mas, na verdade, simboliza o gene de toda manifestação cultural brasileira. Vale lembrar que Bilac era um nacionalista ativista, fundador da liga de defesa nacional, e fomentador de campanhas cívicas, como alfabetização nacional e serviço militar obrigatório.
Mesmo um nacionalista ferrenho como Heitor Villa-Lobos (1887-1959), assumiu e se beneficiou com nossas raízes européias, como é demonstrada com maestria em sua Suíte Popular Brasileira onde danças tradicionais européias se misturam ao choro, manifestação musical tipicamente carioca, como o próprio Villa-Lobos. Em sua malandragem, surge a figura do capadócio, aquele indivíduo de moral duvidosa que perambulava pela Lapa antiga, que Villa-Lobos homenageia no seu segundo prelúdio para violão.
Esse cenário descrito por Bilac nos reporta ao Brasil “bélle-epoque” dos fins do século dezenove, onde a influência francesa era sentida da arquitetura à literatura, das roupas à gastronomia. O Rio de Janeiro, capital da então recente república era o centro de todas as atenções e primeiro destino de todas as inovações do Velho Mundo.
E é no Rio de Janeiro que o samba, nascido na Bahia de todos os santos, ganha vulto de tradição, de instituição cultural, fonte de inúmeras variações.


Repertório de Sambas, Choros e Valsas...
Transição de séculos, tendências e estilos...

Um comentário:

  1. Fala Marco, esse blog está vivo? Se pegar o comentário, ligue para (11) 2091-7385 ou (11) 6605-4049

    Abraços,
    Ale Costa

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